“O Apanhador no Campo de Centeio” é um pesadelo que nunca acaba/”The Catcher in the Rye” is nightmare that will never be over

The Catcher in the Rye | Amazon.com.br

A adolescência é o período de transição entre a infância e a vida adulta, caracterizado por atitudes impulsivas como parte do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social do indivíduo em busca de alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais da sociedade em que vive. Só que, para amadurecer e se encaixar nas expectativas que a sociedade coloca sobre o adolescente, o jovem sofre e se revolta. É sobre este complicado período na nossa vida que trata o livro que só agora li, “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger. Este romance traduz a confusa mente de um jovem que tenta entender esta passagem. Foi segurando um exemplar deste livro, por exemplo, que o assassino de John Lennon apertou o gatilho que levou para sempre o sonho que o Beatle imaginou em canções.

O protagonista nesta história, o jovem Holden Caulfield, não consegue se enquadrar nos rígidos esquemas das caras escolas onde estuda e das quais é expulso seguidamente. Não tem paciência para ouvir os adultos, tem medo da reação do pai quando souber que foi novamente expulso de mais uma escola, quer conhecer garotas e se envolver romanticamente, quer fugir de casa, quer mudar o mundo. Mas acaba não fazendo nada, pois tem medo, é inseguro e traduz a sua insegurança em uma rebeldia que não consegue controlar. Este livro é um gatilho que traduz com ímpeto os sonhos e pesadelos que, ao contrário do que John Lennon disse, nunca acabam.

English – Adolescence is the transition period between childhood and adulthood, characterized by impulsive attitudes as part of the individual’s physical, mental, emotional, sexual and social development, seeking to achieve goals related to the cultural expectations of the society in which they live. But, in order to mature and fit in with the expectations that society places on adolescents, teenagers suffer and rebel. It is about this complicated period in our life that the book I have just read, “The Catcher in the Rye”, by J. D. Salinger, is about. This novel translates the confused mind of a young man trying to understand this passage. It was holding a copy of this book, for example, that John Lennon’s killer pulled the trigger that took forever the dream the Beatle imagined in songs.

The protagonist in this story, the young Holden Caulfield, cannot fit into the rigid schemes of the expensive schools he attends and from which he is repeatedly expelled. He does not have the patience to listen to adults, he is afraid of his father’s reaction when he finds out that he’s been kicked out of yet another school again, he wants to meet girls and get romantically involved, he wants to run away from home, he wants to change the world. But he ends up doing nothing, because he is afraid, insecure and translates his insecurity into a rebellion he cannot control. This book is a trigger that translates with impetus the dreams and nightmares that, contrary to what John Lennon said, will never be over.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

3 comentários em ““O Apanhador no Campo de Centeio” é um pesadelo que nunca acaba/”The Catcher in the Rye” is nightmare that will never be over

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