Um romance do Oriente que nos desorienta/A disorienting novel from the East


Você já leu algum livro da Agatha Christie ou do John le Carré? Já leu uma saga do Erico Verissimo? Já assistiu a algum filme ou leu algum romance protagonizado pelo James Bond ou pelo Jason Bourne? Há um autor hoje no mundo capaz de misturar todos os livros e escritores ocidentais mencionados neste parágrafo no enredo de um único romance, escrito pelo autor contemporâneo de maior sucesso na China, cujo título é O Criptógrafo, de Mai Jia. Neste romance, o autor Mai Jia consegue fazer magia.

Ação, suspense, mistério e traição: está tudo lá. Lá na China, nas páginas da China do Mao, da China do mal. Um livro que surpreende o leitor, pois escreve sobre um país totalitário com críticas ao totalitarismo chinês. Em O Criptógrafo, o leitor fica vidrado desde as primeiras páginas ao ler a saga de pais, filhos e netos que têm um talento em comum: um conhecimento nato e aprofundado da matemática. É com precisão matemática que Mai Jai nos apresenta o enredo de um Oriente que nos desorienta. 

English – Have you read any books by Agatha Christie or John le Carré? Have you ever read a saga by Erico Verissimo? Have you ever watched a movie or read a novel starring James Bond or Jason Bourne? There is an author in the world today who can blend all the Western books and writers mentioned in this paragraph into the plot of a single novel, written by the most successful contemporary author in China, whose title is Decoded, by Mai Jia. In this novel, author Mai Jia manages to do magic.Action, suspense, mystery, and betrayal: it’s all there. There in China, on the pages of Mao’s China, the China of evil. A book that surprises the reader, as it writes about a totalitarian country with criticism to Chinese totalitarianism. In Decoded, the reader is captivated from the very first pages when reading the saga of parents, children, and grandchildren who have a talent in common: an innate and in-depth knowledge of mathematics. It is with mathematical precision that Mai Jai presents us with the plot of an Orient that disorients us.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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