Um poeta que (en)cantou o mundo/A poet who (en)chanted the world

Os 70 anos de Belchior. Sem direito a comemoração | VEJA

Estava mais angustiado que o goleiro na hora do gol. Assim me senti ao terminar de ler agora a biografia do cantor e compositor Belchior, “Apenas um rapaz latino-americano”, escrita pelo jornalista Jotabê Medeiros. Belchior foi, mais do que cantor, mais do que músico, mais do que pintor, um poeta, que musicou angústias, amores e protestos. E sua música traduziu um pouco dos conflitos e embates que teve com Caetano Veloso e, principalmente, com o conterrâneo Fagner. Um livro que certamente vai agradar aos fãs do músico cearense e vai ser um boa porta de entrada ao infinito universo deste Bob Dylan brasileiro. Na próxima edição da Revista “Germina”, publicarei, na minha coluna lá, uma resenha crítica sobre esta biografia. Por enquanto, deixo a sugestão, para a leitura ficar mais gostosa, de ler o livro e ouvir as músicas de Belchior ao mesmo tempo.  

English: I felt somehow disturbed after reading Belchior’s biography “Apenas um Rapaz Latino-Americano” (“Just a Latin American Boy” – title of one of his songs). Belchior was much more than a singer: he was a composer and a painter, but, above all, he was a poet. Considered by himself the Brazilian Bob Dylan, Belchior’s songs are a bridge that connects him with love, with his city, his country, his time and his past. I will elaborate all of these ideas shortly in my column, which will be published in the next issue of the “Germina” magazine.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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