“Niketche” é a história do sofrimento que só as mulheres enfrentam em Moçambique/“The First Wife” is the story of the suffering that only women face in Mozambique

Niketche (Nova edição): Uma história de poligamia | Amazon.com.br

Começo o ano com uma leitura que recomendo com entusiasmo. Se ter uma mulher é algo que exige dedicação e esforço, imagine ter 4, 5 ou 6 esposas? A poligamia é uma prática comum em vários países, e é sobre o drama e o sofrimento de ter que dividir o marido amado com outras companheiras o tema do romance “Niketche, Uma História de Poligamia”, da escritora moçambicana Paulina Chiziane.

Rami é uma esposa apaixonada e submissa ao marido Tony, com quem é casada há 20 anos. É só então que descobre que ele tem outras mulheres e vários filhos com cada uma. Lemos o relato das duras descobertas de Rami através de uma linguagem lírica, poética e dolorosa. O sofrimento de Rami é uma janela para o duro cotidiano de milhões de mulheres em Moçambique, um país que fala português e que pratica injustiças seculares com as mulheres. “Niketche” é uma lágrima que merece ser lida.

English – I start the year with a book that I recommend with enthusiasm. If having a wife is something that requires dedication and effort, imagine having 4, 5 or 6 wives? Polygamy is a common practice in several countries, and the theme of the novel “The First Wife: A Tale of Polygamy”, by Mozambican writer Paulina Chiziane, is about the drama and suffering of having to share a husband with other partners.

Rami is a passionate and submissive wife to her husband Tony, to whom she has been married for 20 years. It is only then that she discovers that he has other women and several children with each of them. We read the account of Rami’s hard discoveries through a lyrical, poetic and painful language. Rami’s suffering is a window into the harsh daily lives of millions of women in Mozambique, a Portuguese-speaking country that practices centuries-old injustices against women. “The First Wife” is a tear that deserves to be read.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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