“Americanah” é a África impressa no mundo/“Americanah” is Africa printed in the world

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O Brasil é o maior país africano fora da África. A cultura do continente vizinho à América do Sul pode ser aqui observada nos temperos, na música, nas cores, cabelos, danças e crenças que tingem o Brasil. E na literatura. Um livro que acabo de ler e que é um retrato bacana da Nigéria e de quão próximos estamos deste país é “Americanah”, da premiada escritora Chimamanda Ngozi Adichie.

É uma história de amor. Mas é também uma história sobre ser negro, sobre preconceito, sobre imigração, sobre a busca pela dignidade nos Estados Unidos e na Europa, como se só fosse possível ser digno fora da África. Justamente no momento em que os Estados Unidos elegem um presidente negro. A protagonista é uma blogueira, e o livro acaba sendo o depósito das impressões que ela deixa em seu blog. “Americanah” imprime o amor e a dor de ser a expressão da África em um mundo desigual.

English – Brazil is the largest African country outside of Africa. The culture of the continent neighboring South America can be seen here in the spices, music, colors, hair, dances and beliefs that color Brazil. And in literature. A book I have just read that is a nice portrait of Nigeria and how close we are to this country is “Americanah”, by award-winning writer Chimamanda Ngozi Adichie.

It’s a love story. But it’s also a story about being black, about prejudice, about immigration, about the quest for dignity in the United States and Europe, as if it were only possible to be dignified outside of Africa. Just as the United States elects a black president. The protagonist is a blogger, and the book ends up being the depository of the impressions she leaves on her blog. “Americanah” imprints the love and pain of being the expression of Africa in an unequal world.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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