”As Sobras de Ontem” é um poderoso romance de estreia/”The Remains of Yesterday” is a powerful debut novel

Ser rico e financeiramente independente é o sonho de 9 entre 10 seres humanos. No entanto, o dinheiro e o poder que vem junto a ele podem facilmente transformar o sonho em pesadelos. Este é o roteiro de “As Sobras de Ontem”, romance de estreia de Marcelo Vicintin. Nele, dois narradores, Egydio e Marilu, se alternam para descrever as angústias que o mundo dos muito ricos em São Paulo lhes reservou.

Egydio passa uma parte de sua narrativa se lembrando dos dias em que passou na prisão. E na outra parte ele discorre sobre um jantar que prepara para convidados que não são exatamente amigos. Marilu, nos capítulos em que é a narradora, avalia as estratégias nem sempre éticas que utiliza para obter dinheiro e conquistar namorados até que um violento evento altera o rumo de sua vida.

Com uma linguagem afiada, Marcelo Vicintin faz uma barulhenta estreia em “As Sobras de Ontem”, lançado durante a pandemia. Vejamos se sobrou alguma inspiração para, amanhã, escrever mais romances com essa força narrativa.

English – Being wealthy and financially independent is the dream of 9 out of 10 human beings. However, the money and power that comes with it can easily turn dreams into nightmares. This is the script for “As Sobras de Ontem” (“The Remains of Yesterday” – still not translated into English), the debut novel by Marcelo Vicintin. In it, two narrators, Egydio and Marilu, take turns to describe the anxieties that the world of the very rich in São Paulo has reserved for them.

Egydio spends part of his narrative remembering the days he spent in prison. And in the other part he talks about a dinner he prepares for guests who aren’t exactly friends. Marilu, in the chapters where she is the narrator, evaluates the not always ethical strategies she uses to obtain money and win boyfriends over until a violent event changes the course of her life.

With a sharp language, Marcelo Vicintin makes a noisy debut in “As Sobras de Ontem”, released during the pandemic. Let’s see if there is any inspiration left for him tomorrow to write more novels with this narrative force.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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