Stephen Hawking traduz o universo com as dúvidas de Hamlet/Stephen Hawking translates the universe through Hamlet ‘s questions

Livro - O universo numa casca de noz no Submarino.com

Hamlet, o príncipe dinamarquês na peça de Shakespeare, diz no Ato 2: “Eu poderia ficar encerrado numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”. O físico inglês Stephen Hawking parte desta fala de Hamlet para tentar explicar para leigos, em seu livro “O Universo numa Casca de Noz”, os complexos sistemas de teorias  e leis que regem a natureza, palavra que, no grego, é … “física”. A ciência é construída com questionamentos, com dúvidas, com incertezas, características que pautam o personagem mais célebre de Shakespeare. Hamlet é um ser (ou um não ser?), cuja dúvida transforma seus leitores em candidatos a rei. Stephen Hawking, com um bom humor contagiante, trata com ironia o real tamanho do ser humano dentro do universo. Entendendo as bases da física, nos sentimos mais como o bobo da grande corte, que é o universo.

A vida que nos cerca é construída com uma lógica que vem sendo desvendada aos poucos pela inteligência humana. É como quem descasca uma banana que Stephen Hawking nos apresenta, com incrível clareza, conceitos como buracos negros, viagens no tempo, supernovas ou a teoria da relatividade. Através de comparações, ele traz a física para o dia a dia de qualquer mortal. Mas, assim como o príncipe da Dinamarca na peça de Shakespeare, ao terminar a leitura, nós saímos com mais dúvidas do que certezas. Ser ou não ser, em suma, é o universo.

English – Hamlet, the Danish prince in Shakespeare’s play, says in Act 2: “I could be bounded in a nutshell and count myself a king of infinite space”. The English physicist Stephen Hawking quotes this line by Hamlet in order to explain to laypeople, in his book “The Universe in a Nutshell”, the complex systems of theories and laws that govern nature, a word that, in Greek, is… “physics”. Science is built with questions, with doubts, with uncertainties, characteristics that guide Shakespeare’s most celebrated character. Hamlet is a being (or not a being?), whose doubt turns his readers into candidates for king. Stephen Hawking, with a contagious sense of humor, ironically treats the real size of the human being within the universe. Understanding the basics of physics, we feel more like the court jester, which is the universe.

The life that surrounds us is built with a logic that has been gradually unveiled by human intelligence. As if he was peeling a banana, Stephen Hawking introduces to us, with incredible clarity, concepts like black holes, time travel, supernovae or the theory of relativity. Through comparisons, he brings physics to the daily life of any mortal. But, like the Prince of Denmark in Shakespeare’s play, when we finish reading the book, we have more doubts than certainties. To be or not to be, in short, is the universe.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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