O Rio de Janeiro ganhou uma biografia/Rio de Janeiro receives a biography

O Rio de Janeiro continua lindo. O Rio de Janeiro é uma escultura da natureza, que acaba de ser biografado em sua juventude. O jornalista Ruy Castro, em seu mais recente lançamento, “Metrópole à beira-mar – O Rio Moderno dos anos 20” (Companhia das Letras), descreve com detalhes a cultura, os costumes e um pouco da política na então maior e mais importante cidade do Brasil. No livro de Ruy Castro, ficamos sabendo que, no início do século 20, os cariocas não iam à praia, cuja vista era a janela do fundo de suas casas. A praia era o quintal dos cariocas, que só começaram a nadar em Copacabana quando o rei da Bélgica visitou o Rio e deu ali um mergulho inaugural em suas águas. O Rio é pintado pela presença de nomes como Carmen Miranda, Bidú Sayão, Cecilia Meirelles, Di Cavalcanti, João do Rio, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Pixinguinha e Villa-Lobos, entre tantos outros. Conhece algum? Pois é, somos todos filhotes do Rio de Janeiro de 100 anos atrás. Como cereja do bolo, Ruy Castro nos brinda com informações que deixarão os paulistas um pouco menos orgulhosos de sua Semana de Arte Moderna, cuja organização mostrou que o Rio era uma cidade muito mais  vanguardista que a garoa que molhava São Paulo. Recomendo esta leitura.

English: Rio de Janeiro is still a beautiful city. It is a sculpture by nature, and a biography on the city has just been published. “Metrópole à beira-mar – O Rio Moderno dos anos 20” (“Metropolis by the Sea – Modern Rio in the 1920s”), by journalist Ruy Castro, describes  in detail the habits and the culture of the then largest and most important city in Brazil. In this book we learn that, until the beginning of last century, Cariocas (native Brazilians born in Rio) did not use to go to the beach, whose view was seen in their houses from the windows in their back gardens.  The beach was the yard of Cariocas, who only began to swim at Copacabana beach when the King of Belgium visited the city at the beginning of last century and swan in its warm water. Ruy Castro paints Rio with the presence of names such as Carmen Miranda, Bidú Sayão, Cecilia Meirelles, Di Cavalcanti, João do Rio, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Pixinguinha e Villa-Lobos, among so many others. You might have heard of some of them. It is also curious to read that the famous “Modern Art Week” held in São Paulo in 1922, of which Paulistanos  (native Brazilians born in São Paulo) are so proud of, proved that it was actually Rio the most avant-garde metropolis in Brazil. I recommend this book.

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