Hannah Arendt: a dúvida que conforta/Hannah Arendt: the comforting doubt

A CONDIÇÃO HUMANA HANNAH ARENDT RESUMO - YouTube

Em tempos de isolamento por conta do coronavírus, me tranco em casa e me tranco nos livros. Ao me trancar nos livros, me tranco nos meus pensamentos. Em um momento de tranca interna, me caiu nas mãos um livro de filosofia. Fui apresentado à filósofa alemã Hannah Arendt ao terminar de ler agora o seu “A Condição Humana”. Trata-se de um passeio pela cultura grega, pela cultura romana, pelas ideias medievais e modernas, em um caminho de idas e vindas, mostrando como a filosofia se move de forma espiralada. Ao definir conceitos como labor, trabalho e ação, Hannah Arendt fala direto com o leitor angustiado do século XXI, que, confinado em um isolamento filosófico, convive com incertezas que podem ser amenizadas caso pratique a dinâmica capacidade de duvidar. É na dúvida que reside a democracia.

English: In times of self-isolation due to the corona virus, I lock myself in at home and in my books. While locked in the books, I lock my thoughts. Locked in and locked down, I have been introduced to the German philosopher Hannah Arendt, as I just finished reading “The Human Condition”. It is a journey through Greek and Roman cultures, through medieval and modern ideas, which show how philosophy evolves in a spiral movement. By defining concepts like labor, work and action, Hannah Arendt speaks to the distressed reader of the XXI Century, who, locked down by a philosophical self-isolation, goes hand in hand with uncertainties which can be softened if they practice the dynamic capacity to doubt. Democracy resides in doubt.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

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