“Unorthodox” (“Nada Ortodoxa”) é uma minissérie perfeita para ser assistida na Páscoa/“Unorthodox” is a perfect miniseries to be watched at the Passover

Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots: Feldman, Deborah:  9781982148201: Amazon.com: Books

Hoje, durante a Páscoa cristã, muitos de nós celebramos o renascimento após a morte. O ovo de Páscoa traz o simbolismo da vida. Mas, neste momento, também é celebrada a Páscoa judaica, que comemora a liberdade do povo judeu após um longo período de escravidão no Egito. Com a ideia de liberdade em mente, assisti, em uma sentada aos 4 episódios da interessante minissérie na Netflix “Nada Ortodoxa” (“Unorthodox”, no original). O tema aqui, assim como na Páscoa judaica, é a liberdade, mas a liberdade de uma jovem nascida em uma ultraortodoxa comunidade judaica, com casamento arranjado e repressão à feminilidade.

Etimologicamente, o adjetivo “ortodoxo”, do grego, é a junção das palavras “ortho” (verdadeiro, correto) e “doxa” (opinião). Ou seja, ortodoxo está relacionado ao rigor, a quem segue estritamente as normas estabelecidas. Em “Nada Ortodoxa”, a ainda adolescente Esty foge de um casamento arranjado, de uma tradição que a reprime, do cabelo raspado, do uso de peruca, da passividade feminina em uma comunidade no Brooklyn, Nova Iorque, para a liberdade e o cosmopolitismo de Berlim, onde pretende ter aulas de música em um conservatório e arriscar-se em aventuras inimagináveis até então.

Esty é muito bem interpretada pela jovem atriz israelense Shira Haas, e a série é falada em alemão, inglês e, principalmente, em ídiche. Para quem não está acostumado com o ortodoxismo judaico, a mistura de línguas e a rigidez da cultura conservadora desta comunidade, assistir a “Nada Ortodoxa” é uma boa reflexão durante a Páscoa judaica, que é uma celebração à liberdade que Esty procura. Com apenas 4 episódios, esta é uma minissérie certeira. Combina também com um meio amargo ovo de chocolate.

English – Today, during Christian Easter, many of us celebrate rebirth after death. The Easter egg brings the symbolism of life. But at this time, Passover is also celebrated, and it commemorates the freedom of the Jewish people after a long period of slavery in Egypt. With the idea of ​​freedom in mind, I binge watched on Netflix the 4 episodes of the interesting miniseries “Unorthodox”. The theme here, as with Passover, is freedom, but the freedom of a young woman born in an ultra-orthodox Jewish community, with arranged marriage and repression of femininity.

Etymologically, the adjective “orthodox”, from the Greek, is the combination of the words “ortho” (true, correct) and “doxa” (opinion). In other words, orthodox is related to rigor, to who strictly follows the established norms. In “Unorthodox”, the still teenager Esty flees from an arranged marriage, from a tradition that represses her, from shaved hair, from wearing a wig, from female passivity in a community in Brooklyn, New York, to freedom and cosmopolitanism in Berlin, where she intends to take music lessons in a conservatory and take chances on until then unimaginable adventures.

Esty is very well performed by young Israeli actress Shira Haas, and the series is spoken in German, English and, mainly, in Yiddish. For those who are not used to Jewish orthodoxism, the mixture of languages ​​and the rigidity of the conservative culture of this community, watching “Unorthodox” is a good reflection during Passover, which is a celebration of the freedom that Esty seeks. With only 4 episodes, this is a very good miniseries. And it also matches a bittersweet chocolate egg.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

2 comentários em ““Unorthodox” (“Nada Ortodoxa”) é uma minissérie perfeita para ser assistida na Páscoa/“Unorthodox” is a perfect miniseries to be watched at the Passover

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