Jacqueline Woodson escreve uma novela curta, mas cuja leitura insiste em ficar dentro do leitor/Jacqueline Woodson writes a short novel; however, it insists on remaining inside the reader

Um outro Brooklyn | Amazon.com.br

“Por muito tempo, minha mãe ainda não estava morta”. Este é o intrigante início do livro “Um Outro Brooklyn”, da escritora americana Jacqueline Woodson. Em 111 páginas, Woodson leva o leitor a Nova Iorque, no Brooklyn, onde, nos anos 70, a personagem Augusta cresceu. O livro é sobre memórias, sobre ser mulher e negra, sobre dor, sobre perda. E sobre a morte. Jacqueline Woodson escreve em prosa poética e conduz o leitor a um passado que toca bem de perto no presente que o Brasil vive.

Augusta não aceita a morte. É antropóloga e centra sua pesquisa em rituais funerários de várias culturas. O motivo para a volta ao Brooklyn que deixou na juventude é o enterro do pai. A morte do pai traz a Augusta as memórias de uma juventude que ficou distante, embora mal resolvida, para ela. Uma singela novela que pode ser lida rapidamente. Mas que tem fôlego para ficar dentro do leitor por muito tempo. Por muito tempo, este livro ainda não estará morto.

English – “For a long time, my mother wasn’t dead yet.” This is the intriguing beginning of the novel “Another Brooklyn”, by American writer Jacqueline Woodson. In 111 pages, Woodson takes the reader to Brooklyn, New York, where, in the 70s, protagonist Augusta grew up. The book is about memories, about being a woman and black, about pain, about loss. And about death. Jacqueline Woodson writes in poetic prose and leads the reader to a past that is  closely connected to the present times in Brazil.

Augusta does not accept death. She is an anthropologist and focuses her research on funerary rituals from different cultures. The reason for the return to the Brooklyn that she left in her youth is her father’s funeral. The death of her dad brings to Augusta the memories of a youth that was distant, although poorly resolved. A simple novel that can be read quickly. But one which has the strength to stay inside the reader for a long time. For a long time, this novel won´t be dead yet.

Publicado por Anderson Borges Costa

Anderson Borges Costa, brasileiro, é autor dos romances “Rua Direita” (Chiado, 2013), “Avenida Paulista, 22″ (Giostri, 2019) e do livro de contos “O Livro que não Escrevi” (Giostri, 2016 – do qual, um dos contos foi traduzido para o inglês no Canadá), além das peças teatrais “Quarto Feito de Cinzas” (traduzida para o italiano para ser apresentada na Itália), “Elevador para o Paraíso” e “Três por Quarto”. Premiado no Prêmio Guarulhos de Literatura (categorias Livro do Ano e Escritor do Ano) e no Concurso Literário do Instituto Federal São Paulo. É coordenador do Departamento de Português da escola internacional Saint Nicholas, em São Paulo, onde também atua como professor de Português e de Literatura Brasileira. É professor de Inglês no curso Cel Lep. Formado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo em Letras (Português, Inglês e Alemão), é crítico literário e resenhista de livros para várias revistas de arte e literatura, como a “Germina”, onde assina a coluna “Adrenalina nas Entrelinhas”. É paulistano e nasceu em 29 de janeiro de 1965. Participou do último filme da diretora Anna Muylaert, “Mãe só há uma”, fazendo uma figuração como o professor de literatura do protagonista.

3 comentários em “Jacqueline Woodson escreve uma novela curta, mas cuja leitura insiste em ficar dentro do leitor/Jacqueline Woodson writes a short novel; however, it insists on remaining inside the reader

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